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domingo, 11 de novembro de 2012

CÉLIA MARIA OURO NEGRO



Por: Celijon Ramos

A cantora Célia Maria faz o show Ouro Negro nesta quarta (14), a partir das 22 horas, no bar Barulhinho Bom, em uma apresentação singular para os que amam a música brasileira.
Célia Maria é realmente um divino furação no palco. Sua comunicação como o público é intensa, cativante e imediata. Isto graças ao seu inconteste poder de interpretação, pois se trata de uma artista que possui uma voz privilegiada, um timbre marcante e reconhecível por ser característico, ímpar a esta grande interprete da música brasileira que nos brinda com uma voz rascante e ao mesmo tempo suave, o que faz com que seu canto seja único e inconfundível. Certamente, um presente dos deuses.
No show Ouro Negro, a cantora vai fazer um passeio pela boa música brasileira, incluindo canções consagradas de compositores brasileiros que incluem artistas que influenciaram em sua formação musical. Entre eles, estão Vinicius de Moraes, Villa Lobos, Edu Lobo e Chico Buarque, Maurício Einhorn, Manuel Bandeira e Jayme Ovalle. Dentre os maranhenses de boa cepa a artista passeará pelos ritmos e composições de Antônio Vieira, Josias Sobrinho, Joãozinho Ribeiro e João do Vale. Célia Maria, nosso Ouro Negro, é dona da classe de um canto pungente, vivo e cheio de emoção. Uma dádiva da tradição da música brasileira;
A artista será acompanhada pelo Quarteto Bom Tom composto Celson Mendes, violonista e arranjador e que também assina a direção do show; Celson executa o violão com extrema elegância. Quando o ouvimos, nos é sugerido que para tocar o violão não se precisa de força e, no entanto, alcança grande força expressiva nos momentos de pausas, revelando o quanto o silêncio é importante e faz a música crescer. No trombone, o ainda jovem músico, mas com grande poder execução, improviso e talento, Daniel Miranda. Mauro Travincas, no contrabaixo, é a certeza de uma condução tranquila e segura e fundamental para o equilíbrio do grupo. A estes belos musicistas se junta o baterista Fleming, senhor dos ritmos a conduzir as baquetas com muita leveza e suavidade.
Nascida Maria Cecília Bruce dos Reis, a cantora assumiu o nome artístico de Célia Maria por ter que se apresentar às escondidas e  por medo de ser “gongaga” nos auditórios dos programas de rádio. No Rio de Janeiro, apresentou-se no famosíssimo bar Zicartola quando conviveu com importantes figuras da música brasileira, tais como: Cartola, Zé Keti, João do Vale, Maria Bethânia, Jackson do Pandeiro, e muitos outros. Também já dividiu palcos com grandes nomes da nossa música como Elizeth Cardoso e Cartola durante quase 30 anos em que passou morando no Rio de Janeiro. E, certamente, o maior elogio à artista veio por intermédio de Elza Soares que soube reconhecer todo o poder interpretativo e a qualidade do canto de Célia Maria quando ambas se apresentaram no Teatro Arthur Azevedo, em show que homenageou a obra do compositor Antônio Vieira.
O show CÉLIA MARIA OURO NEGRO terá início às 22 horas, da quarta-feira (14), e é uma realização da Satchmo Produções para trazer beleza e alegria a sua noite que antecipa o feriado.

Serviço

O QUÊ: CÉLIA MARIA OURO NEGRO
ONDE: Barulhinho Bar - Rua Maçarico, Lagoa da Jansen.
QUANDO: Quarta-feira (14), a partir da 22 horas. Entrada: R$ 15,00
Realização: Satchmo Produções – 96186643 ou 87163850

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A FESTA DO BRUXO DE CONCEPCIÓN

Bem concorrido foi o lançamento de “O Bruxo de Concepción”, que é o quarto livro de contos  publicados por Augusto Pellegrini.
O evento ocorreu sábado (30/07) com a realização da Satchmo Produções no bar Cumidinha de Buteko, no Cohajap, e contou com um grupo entusiasmado por literatura e  pela boa música.
Augusto leu excertos de contos que compõem o livro, o qual está assentado sobre a atmosfera do realismo fantástico. São estórias que ressaltam a fervilhante imaginação do autor, que nos confronta a todo o momento com o sobrenatural, o imponderável ou absurdo, mas sempre alinhavando as estórias com senso de humor que deixam a atmosfera do livro leve e convidativo ao leitor.
Foi nesse clima que o livro “O Bruxo de Concepción” veio a público.
Para complementar uma noite que já era muito agradável, Pellegrini apresentou um pocket show onde não faltaram os standards do jazz bem cantados e que foi acompanhado pelo grupo Arpège com Júlio Marins, na guitarra, Celson Mendes no violão e Miranda Neto no trompete. Se não fosse pouco, a noite festiva ainda contou com a participação especial dos esplendidos cantores Anna Claudia, Adão Camilo e Milla Camões. Era visível a felicidade de todos que lá estiveram.

Por: Celijon Ramos

                                           Augusto Pellegrini e Miila Camões
                                        Augusto Pellegrini, Isabella Limenzo e Zuila Pereira 
                                                    Celson Mendes



                                                                         Júlio Marins
                                           Miranda Neto

                                                     Anna Claúdia
                                          Luís Bencice e Júlio Marins
                                                    Adão Camilo
                                          Jadiel Alves e Augusto Pellegrini
                                                    Milla Camões
                                       Celijon Ramos, Luís Bencice e Jadiel Alves
                          Fafá Lago, Luís Bencice, Augusto Pellegrini, Larissa Raposo e Celijon 
                                           Iraci Pellegrini e Augusto Pellegrini
                                           Ronald Almeida e Augusto Pellegrini
                                           Augusto Pellegrini e Érico Cordeiro
                                          Fafá Lago e Celijon Ramos (Produtores)
                                          Augusto Pellegrini e Vânia Barros
                                          Rita Cardoso e Yandy Montardy
                                           Félix Alberto e Celijon Ramos
                                          Marjorie e Paulo Pellegrini

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SORTE

Sou um homem de sorte
Sou homem que sorte
Homem qual sorte
Sou um homem, de sorte
Que
Um homem com sorte
Sorte,  sorte, sorte
Soft
Isso se não for a morte

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

domingo, 11 de outubro de 2009

BOLINHAS DE AÇO


Tinha, naquela hora, ganhado a rua pra comprar jornal na banca de revistas como desculpa para passar o tempo.
Encontrava-se em meio à balbúrdia dos carros que passavam num frenesi de motoristas que se apressavam na volta para a casa como a evitar o engarrafamento do trânsito. Na cabeça só pensamentos esparsos e incertos. Foi quando se deparou de forma surpreendente com uma prosaica esfera de rolamento, suja de graxa espessa e com muita terra ao seu redor. Logo ali aos seus pés estava o objeto que lhe era tão familiar e que lhe abrira, naquele momento, as portas de uma viagem vertiginosa para dentro. Um busca que lhe pareceu estranha.
Depois de tanto tempo ela estava de novo como a reclamar o significado de uma vida e uma grande espera.
Como se o convite fosse feito, ele a recolheu do chão e pôs-se a rir num contentamento que o deixava nervoso. Tratou logo de cuidar da bolinha, limpando-a de cada grão de terra em meio a óleos desgastados com um carinho esmerado. De repente, voltou-lhe a lembrança da infância, quando havia muita luta da criançada nas disputas dos jogos de peteca, pois quem possuísse as maravilhosas bolinhas de aço leva vantagem no jogo. Era na época de chuvas que a brincadeira corria solta e que a algazarra dos meninos se completava num corre-corre de um lado para o outro. Tempo de pés enlameados e de cheiro de terra molhada que naquele momento lhe tomava as narinas novamente. Aquelas bolinhas tinham peso e personalidade; diziam-se de aço e prestavam-se muito bem, ao atingir as petecas de vidro dos adversários, para quebrar-lhes as almas. Tec! E pronto. Uma banda para cada lado era o espólio e o resultado de míticos duelos. Choro peremptório do perdedor ante o riso insolente do dono da peteca de aço. Era difícil encontrar aqueles tesouros de aço e por isso, agora ele sabia, sorrira tanto ao reencontrá-la ali graciosamente depois de tantos tempos e ao alcance de seus olhos. Era como se dali saísse correndo para uma infância que há muito deixara guardada em algum escaninho de quimeras. Tinha novamente trazido pra si a beleza daquela vida de inocência e de generosidade. Resgatou a convivência de amigos que se perderam pelos caminhos. Mas agora não; todos estavam ali juntos mais uma vez para de novo brincar de peteca, contar estórias e correr descalços pelas ruas. Todos na sabedoria da memória que recupera vidas num segundo.
Então tornou a olhar fixamente a esfera agora já limpa nas mãos. Mirou-a mais uma vez e sentiu-se ante a um espelho provocado pelo brilho intenso que reluzia na sua frente. Deixou de ser criança e voltou, pouco a pouco, para seu corpo adulto, alquebrado por tantas idas e vindas próprias a existência de um homem de cenho forte e já maduro. Mas era diferente o riso que mostrava agora entre os dentes.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


paul klee, 1922 - Senecio


em tempo de escuro
quando as palavras estão
pesadas como ferro
retorcido tempo
que se a boca tem um fel de chumbo
que se quer engasgar
e os caminhos não são
mais que silhuetas
fragmentos do provisório
e tudo incerto,
notório
mais que sempre
é preciso poesia,
a vida que se escorre pelos dedos.