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terça-feira, 15 de setembro de 2009

JAZZ DAGEMA RECEBE AUGUSTO PELLEGRINI COM "OLD TIMES POP".


AUGUSTO PELLEGRINI é um cantor conhecido por suas apresentações de músicas de jazz, bossa-nova e MPB. Nos últimos anos apresentou-se em diversos locais de São Luís, incluindo bares, restaurantes, teatros ao lado de músicos como Celson Mendes, Julinho Pinheiro, Paulo Trabulsi, Maninho, Victor Castro, Arlindo Pipiu e Luís Júnior.

Por quase trinta anos, Pellegrini participa de um projeto de incentivo ao jazz no Maranhão, quer seja através de programas radiofônicos - Mirante Jazz e Sexta Jazz – quer seja através de artigos de jornais, palestras e de um livro publicado. Promoveu uma salutar “invasão” do jazz no Clube do Choro sob a égide do seu presidente, o radialista e cientista social Ricarte Almeida Santos, divulgando este tipo de música para um público seleto que se mostrou plenamente satisfeito com a experiência.

A exemplo de um show apresentado com sucesso no ano passado com uma leitura jazzística da música dos Beatles, o show desta sexta (18.09) - Old Times Pop - fará uma abordagem diferente, focalizando músicas pop dos anos 1960 e 1970 e buscando se enquadrar no Projeto Jazz DaGema, também através de uma leitura voltada para o jazz e para o blues.

No programa, músicas que foram sucesso em gravações de Elvis Presley, Janis Joplin, Stevie Wonder, B.J.Thomas, Morris Albert, Classics IV, Burt Bacharach, Carole King, Creedence Clearwater, Mamas & Papas, Beatles, Simon & Garfunkel e Frank Sinatra.

Os músicos que participarão do show não fazem parte dos acompanhantes regulares do cantor. Paulo Pellegrini (teclado) e Otávio Parga (baixo), ex-integrantes da Daphne, formam atualmente a banda de pop e rock Mr. Simple. Jeff Soares (guitarra) é acompanhante regular da cantora Milla Camões e participa do Quinteto Bom Tom, onde toca baixo e cello. Daniel Aranha (bateria) toca na banda Infinity Jazz Band, uma orquestra de dezesseis elementos regida pelo maestro, compositor e trompetista Jim Howard.

O show mescla músicas empolgantes com baladas clássicas e se mantém interessante do princípio ao fim devido à diversidade e à mudança de clima constante.

SERVIÇO

O QUÊ: Augusto Pellegrini "Old Times Pop" no Jazz Dagema.
ONDE: Bar e Restaurante Dagema (Av. dos Holandeses, Ponta do Farol).
QUANDO: SEXTA (18/09), a partir das 22:00h. Couvert artístico: R$ 5,00.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

DELICATESSEN: MY BABY JUST CARES FOR ME


Estão todos convidados a ouvir My Baby Just Cares For Me, segundo CD da banda de jazz Delicatessen, gravado entre julho e agosto de 2008, em Porto Alegre.
O novo trabalho do grupo, produzido por Beto Callage e Carlos Badia, valoriza mais o jazz que o CD de estréia, Jazz+Bossa. Naquele, come-se quase sempre com a dissonância que a bossa nova fez parir no samba. Os arranjos são enxutos, econômicos, delicados e são desses elementos que surge sua beleza. Também é um grande disco, tanto que já vendeu mais de 20 mil cópias aqui no Brasil e no exterior, principalmente, no Japão. Por ser totalmente independente, isso já é uma verdadeira façanha; tanto mais quando se levam em conta as dificuldades de distribuição e divulgação, mesmo nos escassos programas de jazz em nosso rádio. O trabalho da banda ganhou notoriedade através dos shows pelo país e do uso da internet por meios de blogs e do My Space.
Mas sempre fica a expectativa por parte da crítica para se saber como o artista vai-se sair em seu segundo trabalho. Principalmente, se o primeiro foi coberto de sucesso, pois não é raro surgir trabalhos irregulares que produzem descontinuidades ou hiatos na carreira do artista.
No caso do Delicatessen essa regra foi totalmente quebrada de forma positiva, pois o disco é bom de cabo a rabo. Chamam atenção em especial mais uma vez a elegância da execução e da técnica de Carlos Badia ao violão e o disposto, às vezes contido, e tão belo baixo de Nico Bueno.
Confesso que fiquei curioso quando soube do título disco. Isso porque Nina Simone interpretou my baby just cares for me, numa gravação histórica, cheia de emoção e definitiva. Fiquei pensando: o que será que Ana Krüger vai aprontar com a canção de Gus Kahn e Walter Donaldson? Pensei ainda: essa moça é corajosa! E logo lembrei de Elis Regina. Da sua incrível capacidade de tornar interpretações suas imortais, inesquecíveis e únicas. Elis gravou, tchau! Não dava mais pra ninguém. Era duro até para outras grandes cantoras deixar sua marca. Pois já ouvi muita gente grande derrapar quando se trata de reinterpretar. Algumas músicas parecem, na verdade, que foram feitas para só uma única voz. Têm somente uma dona e as demais intérpretes sempre caem na armadilha de copiar a expressividade do canto singular. Ai acalmei-me: pelo menos ambas são gaúchas como se isso fosse certificado de garantia.
Mas Ana Krüger não deixou por menos: fez uma interpretação diferente da composição e ali seu canto nos deixa alegres e leves. Dá um novo sentido à canção em grande interpretação. Tudo isso se torna ainda mais relevante porque, como soube, a cantora canta jazz há pouquíssimo tempo e, ao ouvi-la, tem-se a impressão de estar-se defronte de uma veterana. A emissão da voz é perfeita e a técnica vocal é executada com naturalidade. Como se não bastasse, corrobora tudo isso nas faixas Be Careful, It’s My Heart de Irving Berlim e My Foolish Heart, dos compositores Victor Young e Ned Washington, também pontos altos do disco. A música do Delicatessen é delicada e se você ainda não ouviu, sugiro-lhe reforçar sua cedeteca com os dois CD’s. Bom proveito!