
Foto: Fátima Cristina. A cantora Mila Camões
Satisfação é a palavra para definir o estado de espírito da platéia que esteve presente ao Jazz da Gema, ontem. Quem proporcionou esse arrebatamento foi Mila Camões. Uma cantora segura, que possui todos os atributos necessários para ser o que é: uma grande singer de jazz. Sua voz é melódica, lírica e tem um calor humano que enternece sem prejuízo da condução muito técnica ao desfiar um repertório primoroso das song do jazz, ontem à noite no Dagema.
É um bálsamo mesmo vê-la cantar. É plástico. Canta com cada sentido. Quando se recosta ao microfone, emitindo cada nota de canto macio, ou ao cerrar os olhos sentindo a pungência dos detalhes de cada letra da canção. É aí que nos revela uma interpretação própria. É como se estivesse procurando caminhos, atalhos que pudessem fazer-nos revelar novas texturas de canções já consagradas do repertório jazzista. Mila não as reproduz a pena, cunha um novo sentido para as frases melódicas com essa sua entrega de corpo e alma ao canto.
Mas ninguém ganha doce sozinho.
No caso de Mila Camões, cada pedaço do bom-bom dourado e premiado deve ser dividido, merecidamente, por cada um dos membros do Bom Tom, que ontem a acompanharam na formação de quinteto. O que fica patente deste grupo é o estupendo entrosamento dos músicos, jóias já lapidadas. Calejados na experiência, estão assentados nas riquezas técnica e expressiva dos sons que produzem de seus instrumentos. O que surge disto é uma conversa partilhada onde nenhum músico ofusca o outro e todos têm seu grande momento. O coletivo é maior que cada parte; daí e relevância desse som entrosado do Bom Tom e foi assim que coloriram de imagens e sons uma apresentação admirável e única de Mila Camões. Salve Celson, Julinho, Miranda Neto, Fleming e Jeff Soares. Que se tenha mais e mais!
É um bálsamo mesmo vê-la cantar. É plástico. Canta com cada sentido. Quando se recosta ao microfone, emitindo cada nota de canto macio, ou ao cerrar os olhos sentindo a pungência dos detalhes de cada letra da canção. É aí que nos revela uma interpretação própria. É como se estivesse procurando caminhos, atalhos que pudessem fazer-nos revelar novas texturas de canções já consagradas do repertório jazzista. Mila não as reproduz a pena, cunha um novo sentido para as frases melódicas com essa sua entrega de corpo e alma ao canto.
Mas ninguém ganha doce sozinho.
No caso de Mila Camões, cada pedaço do bom-bom dourado e premiado deve ser dividido, merecidamente, por cada um dos membros do Bom Tom, que ontem a acompanharam na formação de quinteto. O que fica patente deste grupo é o estupendo entrosamento dos músicos, jóias já lapidadas. Calejados na experiência, estão assentados nas riquezas técnica e expressiva dos sons que produzem de seus instrumentos. O que surge disto é uma conversa partilhada onde nenhum músico ofusca o outro e todos têm seu grande momento. O coletivo é maior que cada parte; daí e relevância desse som entrosado do Bom Tom e foi assim que coloriram de imagens e sons uma apresentação admirável e única de Mila Camões. Salve Celson, Julinho, Miranda Neto, Fleming e Jeff Soares. Que se tenha mais e mais!
