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segunda-feira, 25 de julho de 2011

AUGUSTO PELLEGRINI LANÇA LIVRO “O BRUXO DE CONCEPCIÓN” NO CUMIDINHA DE BUTEKO


Você tem encontro marcado com a literatura e a música de Augusto Pellegrini no  bar Cumidinha de Buteko. Sábado (30) ocorre o lançamento do livro O Bruxo de Concepción,  publicado pela Clara Editora; este é o quarto livro de contos  de  Pellegrini, que também é cantor, colunista e apresentador do programa Sexta Jazz pela Universidade FM.  Pellegrini tem uma vida corrida de dedicação à arte e, em  O Bruxo de Concepción, nos brinda com sua imaginação fervilhante em oito excelentes contos do realismo fantástico.
Combinando com a atmosfera do Cumidinha de Buketo, após o lançamento do livro, haverá  pocket show com o artistaescritor se apresentando ao lado dos geniais músicos Celson Mendes (violonista), Júlio Marins (guitarra) e Miranda Neto (trompete). Compareça para viver uma noite rica em arte.

O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO O BRUXO DE CONCEPCIÓN DE AUGUSTO PELLEGRINI
ONDE: Bar Cumidinha de Buteko, Rua 17 N 21- Cohajap (atrás do Sushi Bar)
QUANDO: Sábado (30/07), às 20h. Entrada franca. Preço de lançamento R$ 30,00.
Realização: SATCHMO PRODUÇÕES
Foto: Evandro Filho

terça-feira, 7 de abril de 2009

ADEUS A ANTÔNIO VIEIRA


Para quem o via andando pela cidade ou sobre algum palco, Antônio Vieira passava o semblante de um bom velhinho, carinhoso e meigo. Daqueles que dá vontade de você ficar ouvindo horas a fio e cuidar dele na beleza de sua velhice e simplicidade.
Mas quando se sabe da incrível capacidade que possuía de trabalhar e criar belas canções (e fez aproximadamente quatrocentas delas), via-se logo que se estava na presença de um gigante da música brasileira. Desses que como muitos só tardiamente tiveram bem apreciados seu valor artístico. Não nos deixam mentir Cartola, Germano Mathias, Nelson Sargento, gente a quem Antônio Vieira não devia nada quando o assunto era ser excelente compositor.
Quem quiser tirar a prova dos noves é só ouvir Banho Cheiroso, Tem Quem Queira, Cocada, Na Cabecinha da Dora, O Samba É Bom e mais umas pencas de bons sambas que confirmam o grande quilate e o refinamento da ourivesaria de mestre Antônio Vieira.
Seu primeiro disco solo O Samba é Bom só veio a público em 2001, quando o compositor já exuberava seus 81 anos de idade bem vividos. Antes veio Antoniologia Vieira (2000) com interpretes maranhenses e depois a coletânea Antônio Vieira ao Som dos Ritmos do Maranhão (2003). Já pensou se ele desistisse de compor só por que o tal falado sucesso não lhe batera a porta. O reconhecimento, entretanto, chegou-lhe sem dúvidas antes da morte e até mesmo nesse sentido Antônio Vieira é fonte de inspiração e de ensinamento por sua simplicidade.
Ainda bem que sua obra legada foi catalogada em livro e em registros fonográficos que já pedem reedição imediata para que mais gente conheça suas músicas e assim possa compreender e desfrutar de como fazia poesia de qualquer cena comum, pois tudo que via na vida tinha poesia. Os olhos eram os do poeta e por eles filtrava o bom e o ruim do mundo. Há uma grande humanização no trabalho de Antônio Vieira - dos erros aos regalos, a condição humana está lá cheia de beleza. Está tudo lá como na caymminiana Poema para o Azul em que o mestre nos ensina que o céu é irmão do mar. Poeta onde está agora o verde-azul do mar que o sol aquece as águas e traga as lágrimas no canto do olho da multidão de admiradores órfãos que deixaste por aqui à beira-mar?
*Texto revisto e ampliado em 08/04/2009.