Você tem encontro marcado com a literatura e a música de Augusto Pellegrini no bar Cumidinha de Buteko. Sábado (30) ocorre o lançamento do livro O Bruxo de Concepción, publicado pela Clara Editora; este é o quarto livro de contos de Pellegrini, que também é cantor, colunista e apresentador do programa Sexta Jazz pela Universidade FM. Pellegrini tem uma vida corrida de dedicação à arte e, em O Bruxo de Concepción, nos brinda com sua imaginação fervilhante em oito excelentes contos do realismo fantástico.
Combinando com a atmosfera do Cumidinha de Buketo, após o lançamento do livro, haverá pocket show com o artistaescritor se apresentando ao lado dos geniais músicos Celson Mendes (violonista), Júlio Marins (guitarra) e Miranda Neto (trompete). Compareça para viver uma noite rica em arte.
O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO O BRUXO DE CONCEPCIÓN DE AUGUSTO PELLEGRINI
ONDE: Bar Cumidinha de Buteko, Rua 17 N 21- Cohajap (atrás do Sushi Bar)
QUANDO: Sábado (30/07), às 20h. Entrada franca. Preço de lançamento R$ 30,00.
Para quem curte a boa música, a pedida é o show de jazz que a artista Milla Camões apresenta nesta quinta-feira noBar Armazém.
Éuma grande oportunidade para se reverenciar o poder de criação de uma das melhores cantoras do Brasil. Como poucas, ela sabe burilar o canto, reinventando novas sutilezas das canções, um novo caminho que seja porta para uma nova emoção e beleza.
Assim é que acontece quando se dá o prazer de se ouvir Milla Camões com os olhinhos sempre semicerrados a esconder a verde imensidão de sons-palavras em inflexão ou pausas que revelam a grandeza de uma interprete que hipnotiza.
O QUÊ: Milla Camões é jazz.
ONDE: Bar Armazém – Rua da Estrela, 401 Reviver.
QUANDO: Quinta-feira, 21/07, a partir das 21h. Couvert R$ 10,00.
Uma vez ouvi dizer: “cuidado, senão ela te rouba a cena!”
Assim anunciavam um grande poder, uma força dissociadora do momento antes e do depois e, que, quando abre a boca e emite seu canto como sereia, meio que para tudo ao seu redor.
O ar não precisa mais do vento pra que se possa inalar, nem o sol precisa queimar. Quando sobe ao palco, que é sua vida, logo é exigido de imediato a suspensão de todos os sons para seja permitido, somente, os de sua emissão única, com notas bem colocadas e cheias de sentimentos. É algo que sussurra em nossos ouvidos; uma voz que entra mole, invade nosso corpo e mente e enche tudo de brilho, leveza e sedução.
Varandistas, nessa varanda musical de hoje temos o prazer de celebrar e revenciar o poder de criação de uma das melhores cantoras do Brasil. Como poucas, ela sabe burilar o canto, reinventando novas sutilezas das canções, um novo caminho que seja porta para uma nova emoção e beleza.
Assim é que acontece quando se dá o prazer de se ouvir Milla Camões com os olhinhos sempre semicerrados a esconder a verde imensidão de sons-palavras em inflexão ou pausas que revelam a grandeza de uma interprete que hipnotiza e, quando rouba cena, é porque só faz bem ao coração.
São Luís, 10 de julho de 2011.
Celijon Ramos
Projeto Varanda- artista homenageado: Milla Camões
Realizado no Araçagy; residência do anfitrião Ricardo Porto a quem agradecemos a hospitalidade, o espírito acolhedor e generoso.
O cantor SALOMÃO DI PÁDUA, maranhense radicado em Brasília, apresenta o show Cantando no bar Cumidinha de Buteko, nodia 8 de junho. Autor dos CD “Entre sambas e canções” e“Mais me vale uma canção”, trabalhos que confirmam a maturidade do artista em belíssimas canções da música brasileira. Ponto alto para os arranjosleves e com economia, feitos na medida certa para valorizar umainterpretação encantadora de um artista cujadicção ecolocação da voz nos trazem muito sentimento.
O artista será acompanhado pela elegância musical de Celson Mendes (violão), Miranda Neto (trompete) e Fleming na bateria. Imperdível!
O QUE: SALOMÃO DI PÁDUA – Cantando
ONDE: Bar Cumidinha de Buteko – Rua 17, Cohajap, atrás do antigo Feijão de Corda
QUANDO: Quarta-feira (08/06), a partir das 21 h – couvert R$ 5,00. Informações: 81639776 e 81968456
O caminho de uma canção é algo imponderável. Depois que seu compositor a pare sua sorte está lançada. Há canções que de tão belas todos querem gravar; há aquelas, entretanto, cuja voz de um determinado canto dela se apropria, cunhando-lhe uma interpretação definitiva, uma marca. Com isso impõe uma verdadeira muralha e ao mesmo tempo um verdadeiro convite ao suicídio para os demais mortais que por ventura desejar ousar em uma nova gravação.
Elis Regina é dona de algumas interpretações desse nível, assim como Etta James, Nina Simone, Ella Fitzgerald ou Billie Holiday. Difícil é a arte de recriar gravações clássicas dessas deusas da canção. Geralmente os desafortunados são jogados no limbo do esquecimento ou causam muita chateação a quem resolver ouvir suas malogradas tentativas.
Há ainda aquelas canções que, por ser tão bonitas, são gravadas a granel e de tão executadas ficam quase que insuportável a uma nova audição. Summertime (autores: Dubose Heyward / George Gershwin / Ira Gershwin) está envolvida nessa atmosfera duplamente. Um dos mais conhecidos clássicos do jazz foi imortalizado na interpretação de Billie Holiday, embora eu goste muito da que Ella fez.
Então, é possível uma recriação artística dessas peças já clássicas e que dão tanto medo? Sim. E, particularmente, tive a oportunidade de estar presente a um desses milagres. E isso só é possível se houver um ambiente de liberdade que permita aos músicos essa ligação, que só pode ser com os deuses, para que se possa ter a reconstrução da música, e aí já passa ser uma nova música. Um sentimento vivido de jazz parece ser o ingrediente necessário a esses verdadeiros saltos de arte. Foi o que conseguiu executar, ontem no Empório Paulista, Milla Camões em conjunto com o trio Arpège. A summertime de Milla tem vida, é alegre, mas também pungente e carregada da melhor influência do ritmo do jazz cubano. Cunhou um novo sentido para a música com cores próprias e novo frescor. O arranjo é do contrabaixista, violoncelista e guitarrista Jeff Soares. Júlio Marins atuou com primazia no contrabaixo e George Gomes nos maravilhou com tanto ritmo na bateria. O Arpège foi impecável. Um momento sedutor e inesquecível que merece ter seu registro mais que urgente.
Ontem à noite fui assistir ao show de Taryn Szpilman, no Butequim, aqui em São Luís. O evento faz parte das preliminares para o Festival de Jazz e Blues dos Lençóis que ocorrerá na cidade de Barreirinhas ainda este ano e diz muito do que será sua apresentação naquele festival. Taryn canta com uma energia, mas sem fazer força; tem o controle da arte do canto e foi acompanhada por Cláudio Infante na bateria, Edinho Bastos, na guitarra e por Serginho no contrabaixo que esteve sublime, perfeito; os dois últimos músicos locais que foram muito elogiados por Taryn Szpilman. Considerando que quase não houve ensaio, é um grande reconhecimento ao talento de Edinho e Serginho. Cláudio Infante ao vivo tocando bateria é demais. O homem toca muito bem. Dá pra imaginar como foi agradável acompanhar esse show bem pertinho do palco do qual se sai mais gente com o ouvindo prenhe da grande música. Uma noite de blues perfeito.
Augusto Pellegrini e Trio Arpège fazem apresentação no Empório Paulista. O cantor alegra com seu trio as noites de sexta-feira da casa com muito jazz, blues e bossa nova. O brilhantismo da noite será pleno e terá a participação especial de Milla Camões que encanta a todos com sua voz terna e envolvente.
É um convite certeiro para o entretenimento daqueles que não abrem mão de grandes momentos culturais. Se você ainda não viu esse show, saiba que é imperdível.
O Arpège Trio, que acompanha Pellegrini, reúne a inventividade do contrabaixista e violoncelista Jeff Soares, do guitarrista (emérito solista) Júlio Marins e a experiência do baterista George Gomes. Juntos produzem um som rico, multifacetado e inventivo como requer o bom jazz.
O QUÊ: AUGUSTO PELLEGRINI E TRIO ARPÈGE com participação especial de Milla Camões
QUANDO: Sexta-feira (29/04) a partir das 22 horas
ONDE: Empório Paulista - Ponta da Areia, Vila Premier, ao lado do hotel Premier e em frente ao hotel Rio Poty.
Não há muito que falar quando você dá de cara com seu ídolo. A não ser que você quase congela, o coração dispara e você acha que nada é verdade. Dá um misto de desespero e felicidade, porque não tem como explicar o improvável ou o inesperado.
Ou melhor, nessa história tudo se explica como você lerá e será também cúmplice na audição de uma boa conversa que tive com ninguém menos que Tânia Maria, a dona de um dos maiores swings do jazz contemporâneo e de uma música alegre e contagiante.
Da entrevista, naturalmente, os amigos terão conhecimento e inteireza do que foi conversado no link abaixo, e, evidentemente, não farei maiores considerações, uma vez que o áudio cumpre bem o papel do registro integral do que se conversou. No entanto, alguns momentos, que não foram gravados, foram inesquecíveis e gostaria de dividir com os leitores.
Tânia mostrou-se surpresa por ter sido descoberta em São Luís. A dona dessa proeza foi Fátima Cristina, produtora musical e minha mulher, a quem devo a realização, a produção do encontro e a oportunidade de entrevistar Tânia Maria, além do fato histórico da primeira apresentação da artista num programa sobre jazz em rádio, o Sexta Jazz de Augusto Pellegrini, como Tânia mesmo revelou no ar.
Fafá soube que a artista estava em São Luís a partir de uma conversa na internet com Wesley, músico e fã da pianista. A partir daquele momento, só sossegou depois que conseguiu agendar a entrevista para as 18h de sexta-feira (28 de janeiro de 2011), no hotel Pestana. Para o sucesso da empreitada concorreu diretamente Vânia Correia, irmã de Tânia que foi a grande responsável por sua vinda a São Luís. É que Tânia atendeu o convite para que a acompanhasse nos quatros dias em que estaria na cidade a trabalho. Seria uma oportunidade de ambas reverem seus familiares e amigos. E assim foi.
Aliás, essa é a primeira coisa que salta aos olhos em Tânia Maria tanto é o carinho que ela dedica a sua tia Rejane e a Israel que vivem em São Luís, além de outros da família. A vinculação à família é tão forte que é fonte que alimenta sua música até mesmo na forma de compor. Isso é compreensível para alguém que teve que se exilar como foi seu caso. Depois de sofrer grandes constrangimentos no Brasil dos anos de ditadura, quando foi presa e deve sua carteira de música rasgada por policiais, Tânia deixou o país que tanto ama e a família, sem dúvida, durante todo esse tempo, foi algo positivo como alimento para a grande pianista. A grandeza dessa relação familiar pode bem ser percebida pelo fato de que, numa situação extrema como foi o auto-exílio, seu pai, que a pianista retrata como um grande “ouvido” musical, incentivou-a a ir para Europa por julgar que seu talento e sua música seriam melhor compreendidos. Ainda por cima vaticinou: “minha filha, sua música só será entendida no Brasil daqui a uns vinte nos...”. Acertou em cheio e a musicista colhe os dividendos de tanto trabalho fora do país, agora, em seus shows no Brasil sempre com grande presença de público.
Após tantos anos vivendo fora do Brasil, surpreende ouvir Tânia falar num português primoroso como se jamais tivesse se afastado de sua terra. Ela nos disse que isso era produto de muita leitura e de muita determinação de quem não aceita ficar longe ou esquecer sua pátria.
Com o tempo voando a descontraída entrevista chega ao fim. É ora de fugir da chuva e muito depressa alcançar os estúdios da FM Universidade, onde Tânia participaria do programa Sexta Jazz que naquela noite teve a produção especialíssima de Fátima Cristina. Mas ainda haveria tempo pra maiores emoções dentro do carro.
Passei a perguntar sobre a carreira internacional de grandes músicos brasileiros como Cláudio Roditi, Raul de Souza, dos quais falou com ternura e das brincadeiras que aprontava como a de mostrar e chupar limão de frente para Roditi, quando o músico estava no palco, para desespero do trompetista. Foi quando ela começou a falar sobre Johnny Alf, da importância que Johnny possui como criador da bossa, em suas palavras. Daí deu a cantarolar inúmeras músicas de Johnny Alf, e revelou como ele foi importante para que ela se tornasse pianista. Concordei e fiz-lhe a observação de que o swing presente em sua música provinha diretamente dele. Tânia concordou e para nossa surpresa começou a cantarolar uma música novinha, linda e ainda não gravada que ela compôs em homenagem ao grande mestre Johnny Alf. Dento do carro, a felicidade, minha e de Fafá, já estava completa e já podíamos chegar aos estúdios do Sexta Jazz para continuar uma noite inesquecível para dois amantes do jazz e em especial da música esplendorosa de Tânia Maria.
Caso os detentores dos direitos autorais das músicas aqui executadas se sintam prejudicados, por favor, entrem em contato para que possamos providenciar a exclusão do post.
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